Ir para o conteúdo
Notícias · 3 de novembro de 2026 · 4 min de leitura

Censo ABCRC 2026: 24% das cirurgias de restauração capilar são de correção

Levantamento com 70 médicos associados revela o peso das cirurgias corretivas na rotina da especialidade e reforça a importância da qualificação profissional na realização de transplantes capilares.

Quase uma em cada quatro cirurgias realizadas pelos médicos associados à Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC) está relacionada à correção de procedimentos anteriores. O dado, revelado pelo Censo ABCRC 2026, chama a atenção para uma questão importante na área da restauração capilar: as consequências de procedimentos que precisam ser refeitos e a importância de que essas intervenções sejam realizadas por médicos qualificados e com experiência na especialidade.

Segundo o levantamento, 24% dos atendimentos cirúrgicos correspondem a correções de cirurgias anteriores, enquanto outros 30% são retornos para refazer transplantes. Além disso, 71% dos profissionais participantes afirmam realizar cirurgias corretivas. Embora metade desse grupo relate fazer, em média, uma ou menos por mês, o volume total de procedimentos dessa natureza evidencia uma demanda relevante na rotina dos especialistas.

O cenário reforça a necessidade de atenção à escolha do profissional responsável pelo procedimento, especialmente diante da importância do conhecimento médico, do planejamento cirúrgico individualizado e do domínio das técnicas de restauração capilar.

Quem são os médicos que participaram do levantamento

O Censo ABCRC 2026 contou com a participação de 70 médicos associados e reuniu informações sobre o perfil dos profissionais, as práticas cirúrgicas e as características dos pacientes atendidos.

Entre os participantes, 59% são dermatologistas e 41% cirurgiões plásticos. O tempo médio de atuação na especialidade é de quase 14 anos, enquanto aproximadamente metade dos entrevistados possui mais de 20 anos de formação médica.

O levantamento também mostra que 97% dos participantes realizam atendimentos em consultórios particulares e 23% atuam em ambiente hospitalar, demonstrando a diversidade dos espaços de atuação desses especialistas.

FUE predomina entre as técnicas de transplante capilar

Os dados mostram a predominância da técnica FUE (Follicular Unit Extraction) entre os médicos associados. Segundo o levantamento, 73% dos profissionais utilizam a FUE em mais de 75% de suas cirurgias, enquanto 87% afirmam não utilizar a técnica FUT (Follicular Unit Transplantation).

Em relação ao volume de procedimentos, os participantes realizam, em média, 14 cirurgias de restauração capilar por mês.

O censo também investigou a participação dos médicos nas diferentes etapas dos procedimentos. Em 52% dos casos, o associado é o único médico presente na cirurgia. Além disso, 61% realizam individualmente toda a etapa de extração das unidades foliculares, enquanto 81% contam com auxílio na etapa de enxertia.

Esses dados ajudam a caracterizar a organização do trabalho cirúrgico entre os especialistas e a participação médica nas diferentes fases do transplante.

Homens são maioria entre os pacientes, mas mulheres procuram cada vez mais os procedimentos

De acordo com o censo, 75% dos pacientes atendidos são homens, embora os profissionais também observem uma presença feminina crescente na procura por tratamentos e procedimentos capilares.

A faixa etária mais frequente está entre 30 e 60 anos, e a principal motivação para buscar atendimento é a falta de cabelo ou barba, mencionada por 89% dos participantes.

Além do transplante capilar tradicional, os especialistas realizam diferentes procedimentos. Entre os atendimentos mensais relatados estão tratamentos clínicos (90%), microinfusão de medicamentos na pele (MMP, 83%), transplante de sobrancelhas (71%), transplante de barba (67%) e cirurgias reparadoras (59%).

Os resultados demonstram a diversidade da atuação dos médicos participantes, que envolve desde tratamentos clínicos até intervenções cirúrgicas em diferentes regiões.

Um novo olhar sobre a restauração capilar no Brasil

O Censo ABCRC 2026 estabelece um ponto de partida para o acompanhamento contínuo da especialidade. Embora os resultados representem exclusivamente os associados que responderam à pesquisa, os indicadores oferecem uma visão relevante sobre a atuação dos profissionais envolvidos com a restauração capilar e ajudam a dimensionar desafios da especialidade, como a demanda por cirurgias corretivas.

Com essa iniciativa, a ABCRC reafirma seu compromisso com a produção de conhecimento, a educação médica continuada e a valorização das boas práticas na cirurgia da restauração capilar, contribuindo para ampliar a conscientização sobre a importância da qualificação profissional e para promover discussões cada vez mais fundamentadas sobre o desenvolvimento da especialidade no país.