É possível realizar transplante capilar em casos de calvície avançada?

Publicado em

12/07/2023

Especialista da Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar explica a escala Nordwood-Hamilton, que classifica os níveis de calvície

A alopecia androgenética pode se apresentar de várias maneiras, tanto em homens quanto em mulheres. A maioria dos casos em homens começa pelas entradas e, eventualmente, se espalha para outras áreas. Os especialistas reconhecem três classificações principais da queda de cabelo: a Escala Norwood-Hamilton, a Escala de Ludwig e a classificação BASP.

 

A classificação mais usada quando se fala em transplante capilar em casos avançados de calvície é a Norwood-Hamilton, que apresenta sete graus. A médica dermatologista Dra. Maira Merlotto, especialista em transplante capilar FUE e membra da Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar, explica:

 

 “Os primeiros dois graus são apenas quadros de entradas, a partir do terceiro grau se inicia rarefação na área da coroa, com afinamento progressivo do cabelo. O paciente pode perder os fios até chegar nos quadros mais avançados de cinco a sete, em que chega a perder toda a cobertura frontal, parietal e a coroa, podendo restar somente a região periférica, que chamamos de área doadora”.

 

A especialista também explica que, mesmo em casos de calvície extensa, é possível realizar com sucesso o transplante capilar. 

 

“É muito importante entender que não conseguimos voltar ao número de fios que o paciente tinha quando jovem, antes de ter a calvície. O nosso principal ponto é a distribuição desses fios, mas ainda assim, o médico especialista é capaz de fazer o transplante com sucesso”, afirma a Dra. Maira Merlotto.

 

No caso de calvície extensa, os médicos priorizam a chamada área central, levando em consideração o contorno e a moldura facial do paciente, distribuindo os fios de maneira que, ao olhar para esse paciente, a área proporcione sensação de cobertura e de densidade. 

 

“A restauração capilar bem elaborada desta área central permite um degradê até a região da coroa, reforçando a moldura facial e devolvendo a autoestima do paciente”, conclui a especialista.

 

A ABCRC reforça a importância de sempre realizar esses procedimentos com um médico cirurgião plástico ou dermatologista especializado, pois eles estão aptos a informar sobre os riscos e benefícios envolvidos em cada caso, com base em exames, análises clínicas específicas e expectativas do paciente.

 

Fonte:

ABCRC

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