O Workshop ABCRC “A Ciência da Restauração Capilar” começou na manhã da sexta-feira, dia 16 de agosto, com sala cheia.

O evento, que tinha vagas limitadas, teve grande procura, e elas se esgotaram logo na pré-inscrição.

 

 

O dia começou com a sessão de aulas intitulada Doenças do Couro Cabeludo: Como Identificar Corretamente, moderada pelo Dr. José Rogério Regis Junior. Dentre os palestrantes, esteve presente o Dr. Rui Soares, de Portugal, para conduzir o tema Tricosopia: o que procurar.

Dr. Francisco Le Voci, vice-presidente da ABCRC e coordenador do Workshop, moderou a segunda sessão sobre Tratamentos Clínicos para os Diferentes Tipos de Alopecias, a qual também contou com aulas do Dr. Soares.

No intervalo, os participantes puderam desfrutar do coffee break servido enquanto aproveitavam para se reencontrar, conhecer novos colegas, trocar contatos e informações. Também, puderam conhecer e manusear diversas soluções da indústria da Restauração Capilar, apresentadas pelas empresas expositoras – Doctus, Profuse/Ache Laboratórios, Atrás, Cosméticos, Rhodes, Ducray, Fakom-FKM, MagMax e Montserrat.

 

 

Questões Práticas da Restauração Capilar: o que o Médico Precisa Saber Fora da Medicina foi a sessão moderada pelo Dr. Márcio Rocha Crisóstomo, que cobriu temas como questões trabalhistas, termo de consentimento e bem-estar do paciente e do médico.

Editor da publicação científica online da ABCRC, O Folículo, Dr. Henrique Radwanski conduziu o grupo de aulas sobre Princípios Iniciais do Planejamento Cirúrgico, sessão seguida pelo intervalo para o almoço.


Técnicas consolidadas são temas de aulas da tarde

A primeira sessão, sobre FUT, contou com a moderação do Dr. Arthur Tykocinski, presidente da International Society of Hair Restoration Surgery (ISHRS). Outro convidado internacional esteve presente para enriquecer as aulas: De. Alex Ginzburg, de Israel.

A técnica FUE teve temas divididos em duas sessões – uma voltada a Conhecimentos Gerais e a segunda, a Refinamentos, moderadas respectivamente pelos Drs. Carlos Alberto Calixto e Otávio Augusto Silva Boaventura Lima. O grupo de aulas de Refinamentos contou com Dr. Luis Roberto Trivellini, do Paraguai, falando sobre Preview Long Hair com FUE.

Ao fim do dia, um coquetel de confraternização reuniu todos no saguão do Radisson Paulista São Paulo, hotel localizado na região central da cidade.

 

 

Forte olhar para a ética profissional

A segunda manhã do workshop, em 17 de agosto,  iniciou-se com uma sessão de casos discutidos por renomados profissionais brasileiros.

Após o intervalo, foi apresentada uma sessão que fugiu das questões científicas, e trouxe as reais dificuldades éticas e jurídicas da restauração capilar.

O presidente da ABCRC, Dr. Carlos Eduardo Leão, fez uma abrangente apresentação sobre todas as iniciativas da entidade, nesses seis meses de seu mandato, para conscientizar a população sobre a importância de realizar procedimentos com médicos licenciados e explicando a atuação de médicos estrangeiros no Brasil. Também mostrou inúmeras denúncias feitas pela ABCRC contra pessoa que atuam na restauração capilar sem qualificação médica, além de médicos com propagandas enganosas.

 

 

Ele também frisou que, logo nos primeiros dias, começou sua luta para que a ABCRC fosse reconhecida oficialmente pela Associação Médica Brasileira (AMB), o que já ocorreu, e agora briga pelo mesmo reconhecimento junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM): “Não vou descansar; minha gestão será marcada pela defesa de nossa especialidade”, disse.

O advogado Dr. Gustavo Mercadante começou falando sobre ética e aspectos legais da restauração, ressaltando o que pode ou não ser divulgado, especialmente em redes sociais. “Questões éticas são temporais – o que hoje é vedado, amanhã pode ser permitido. De tempos em tempos há uma renovação”. Também chamou a atenção para o Termo de Consentimento Informado, “um dos documentos mais importantes que vocês devem ter, para informar os pacientes sobre riscos”.

Marketing no Transplante Capilar: o que Fazer e o que não Fazer foi o tema da palestra subsequente, apresentada pelo Dr. Vitor Jaci, especialista em marketing médico desde 2009.

Ele ofereceu dicas práticas aos participantes: é preciso ter estratégia para demandar serviços que deem resultado; “se vocês não procurarem o serviço certo, terão de suas agências as entregas erradas”. Disse que há dois focos principais: o que os médicos fazem (vender a esperança) e o que deveriam fazer (ser encontrado pelas pessoas). “Ter um site e redes sociais não é fazer marketing, essas são as ferramentas.” Falou, ainda, sobre os três pilares do marketing médico – demanda, interesse e reputação, que exigem o canal certo, a mensagem certa e a valorização certa. Também lembrou que o marketing trará demanda, mas que o atendimento, a secretaria também tem que saber vender, ou a procura não se reverterá em venda.

Dr. Jamal Azzam falou sobre o marketing médico na visão do médico. Ele definiu “marketing” como uma prática de mercado para satisfazer as necessidades e desejos de seu paciente, cliente ou consumidor. Falou da necessidade em criar empatia – e transformá-la em atitude e, depois, em vendas com lealdade e fidelização.

“É sua função mostrar ao seu paciente o sucesso e o valor que você gerou a ele – ele precisa perceber que agregou valor. Precisamos entender o que o mercado quer, não somos nós que ditamos”, afirmou. Ele apontou o marketing de conteúdo como a grande saída, com uso de vídeos em redes sociais. “O marketing de conteúdo é ético: o código de ética médica permite o marketing para o caráter de esclarecimento  e educação da sociedade. Assim, além da ABCRC, cada um de vocês tem que fazer esse trabalho”, ressaltou.

A última apresentação do bloco foi do Dr. Dênis Calazans, atual secretário geral da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Antes de iniciar sua aula, Dr. Calazans recebeu uma homenagem da ABCRC das mãos do Dr. Leão e do Dr. Fabio Bongiovani.

 

 

Em seguida, falou sobre Humanização: a Nova Era do Marketing Médico. Discorreu sobre a questão do Dr. Google e a necessidade de adequar a vivência profissional à nova realidade médica – é preciso se adaptar. Explicou o marketing 1.0, focado no produto, o marketing 2.0, focado no consumidor, para então passar para o marketing 3.0, ou o marketing humanizado, centrado no valor. “Os clientes são espertos – quem compra, sabe que está sendo induzido, levado a consumir, e só tem uma forma de bater isso: qualidade de atendimento, atenção aos pacientes – voltamos à relação médico-paciente”, disse. Ele ressaltou para não prometer usando fotos de ‘antes e depois’, porque isso caracteriza propaganda enganosa.

 

A prática nas demonstrações

Na tarde de sábado, o auditório foi dividido em 8 mesas de demonstração, na sessão Equipamentos e Segredos das Técnicas de Restauração Capilar.

 

 

Cada uma delas contou com professores conduzindo procedimentos em cabeças sintéticas e mostrando como bem usar os diversos equipamentos. As mesas foram assim divididas:

  • Mesa 1 – Tricoscopia: Dra. Anna Cecília Andriolo (SP), Dra. Letícia Arsie Contin (MG) e Dr. Rui Soares (Portugal);
  • Mesa 2 – Preview Long Hair: Dr. Abdísio de Araújo Lemos (PE), Dr. Fábio Luis Bongiovani (SP) e Dr. Marcelo Pitchon (MG);
  • Mesa 3 – FUE Manual: Dr. Flávio Abboud (SP), Dr. Francisco Le Voci (SP) e Dr. Ivan José Netto Pereira (SP);
  • Mesa 4 – FUE Motorizado: Dr. Márcio Rocha Crisóstomo (CE), Dr. Otávio Augusto Silva Boaventura Lima (MG) e Dr. Roberto Bezzerra Vieira (AM);
  • Mesa 5 – SMP: Dr. Hudson Alex Lázaro (MG) e Dra. Patrícia Veloso Silva Ramos (MG);
  • Mesa 6 – Barba e Sobrancelha: Dr. Carlos Eduardo Guimarães Leão (MG), Dr. Henrique Nascimento Radwanski(RJ) e Dra. Cristiane Graf Guimarães (PR);
  • Mesa 7 – Métodos de Colocação: Dr. Carlos Alberto Calixto (GO), Dr. Fernando Teixeira Basto Júnior (PE) e Dr. Mauro de Medeiros Speranzini (SP);
  • Mesa 8 – Abordagem Dermatológica do Candidato a Transplante Capilar: Dr. José Rogério Regis Júnior (MG), Dra. Leila David Bloch (SP) e Dra. Vanessa Machado de Almeida Mutton (SP).

 

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