A Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar alerta: não médicos oferecem o procedimento a valores muito baixos, colocando em risco a vida de pacientes

A Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC) está empenhada em informar possíveis pacientes e o público em geral sobre os perigos de fazer um transplante capilar com uma pessoa que não é especializada, em locais que não são clínicas ou hospitais, por valores muito baixos – e, por isso, atraentes – no Brasil e também no exterior.

“O principal fator para um transplante capilar dar errado: futuros pacientes atraídos pelos preços baixos passam a confiar em charlatães que não têm o mínimo preparo para lidar com um procedimento cirúrgico que envolve conhecimento técnico-científico, táticas e técnicas anestésicas, sedação venosa e, muito importante também, depende de cuidados pós-operatórios específicos para uma evolução satisfatória”, explica Dr. Carlos Eduardo Leão, presidente da ABCRC, cirurgião plástico pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

“O Transplante de Cabelo é um procedimento cirúrgico elaborado, sério e altamente técnico que, no Brasil, é realizado historicamente há mais de sessenta anos por médicos cirurgiões plásticos e dermatologistas com formação cirúrgica. Mas, infelizmente, há pessoas caindo nas mãos de dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas e, até mesmo, cabeleireiros e tatuadores, além de outros profissionais não médicos que, ao realizarem a restauração capilar, incorrem em ilicitude ética grave exercendo ilegalmente a Medicina, submetendo a população a riscos iminentes e desnecessários. Um transplante capilar de sucesso começa com uma indicação cirúrgica correta e responsável, após um competente diagnóstico do especialista, culminando com um pós-operatório cuidadoso e criterioso com a saúde como um todo. Não é um simples procedimento estético capilar que pode ser resolvido num salão de beleza”, completa.

E a ABCRC está comprometida com essa causa: nas redes sociais, mantém perfis voltados ao público leigo, em que explica tratamentos e procedimentos, fala sobre prevenção, medicamentos e a importância de buscar um profissional devidamente licenciado e reconhecido para o transplante capilar. A entidade atua no Facebook e no Instagram com o @transplantedecabelonobrasil – canais abertos, inclusive, para a população enviar dúvidas.

“Semanalmente, atualizamos nossos perfis com informações para elucidarmos questões e mostrarmos os bons caminhos aos pacientes. Não é apenas o procedimento que pode dar errado e causar, inclusive, sérias devastações nas áreas onde foram retirados levando a uma inestética e irreversível rarefação de cabelos na área doadora. Há casos também de ferimentos graves, cortes errados, sangramentos excessivos, anestesias mal aplicadas, que podem causar danos permanentes à saúde!”, alerta Dr. Leão.

O fato é que o barato sai caro. Não tem segredo: um bom profissional passa anos investindo em seus estudos e se atualizando para bem se preparar para atuar na área. Não há como um procedimento desses custar barato – o que não quer dizer que pacientes com menos condições financeiras não possam usufruir dele. Há profissionais que parcelam valores e facilitam condições.


Onde encontrar um médico?

A ABCRC mantém um banco de profissionais em seu site.

Para consultá-lo, o internauta deve entrar no site – www.abcrc.com.br – e clicar em “Sala do Paciente”; no topo do site, há os campos a preencher em “Buscar por médicos”. O usuário pode preencher apenas o Estado ou a cidade de interesse, e já encontrará a relação dos profissionais reconhecidos pela Associação, uma garantia de ser atendido por um médico de verdade.

Caso encontre um profissional e fique em dúvida se é médico de fato, vale a consulta no site do Conselho Federal de Medicina (CFM) – o link direto para essa pesquisa é https://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_medicos&Itemid=59.

 

Vale a pena investir num profissional brasileiro!

Há muitas propagandas de charlatães vindas do exterior – eles vendem o transplante capilar associado a pacotes turísticos.

Para os dirigentes da ABCRC, esse é um cenário complicado: um profissional comprometido conhece a seriedade de um procedimento cirúrgico e entende que ele deve ser feito em ambiente cirúrgico, com a  técnica e cuidados inerentes ao ato. Porém, já foram divulgados inúmeros casos de cirurgias em grupo, feitas numa mesma sala, por dezenas de pessoas que não são médicos, brigando contra o relógio para finalizarem no menor tempo possível. “Além disso, o paciente deve ter o direito do acesso total ao seu médico horas e dias depois do transplante e, nesses casos de turismo, ele volta um ou dois dias depois ao Brasil, sem poder recorrer a quem ‘vendeu’ a cirurgia a ele em casos de infecções, sangramentos ou qualquer outra intercorrência e complicação. Simplesmente, não existe a relação médico-paciente; aliás, não existe médico”, alerta Dr. Leão.

De fato, não há motivos para brasileiros não fazerem o transplante de cabelos no Brasil – além da facilidade do idioma, o médico estará lá sempre para quando precisar.

Além disso, o Brasil é um celeiro de excelentes profissionais na restauração capilar que, com o passar dos anos, vem ganhando cada vez mais respeitabilidade internacional pela excelência de suas técnicas, táticas e resultados.

Fundada em 2003, a ABCRC é uma associação que reúne exclusivamente cirurgiões plásticos e dermatologistas com título de especialista pelas suas Sociedades de origem e representa o Brasil em todas as entidades coirmãs importantes da especialidade.