Queda de cabelo traz certo desespero – o pente cheio de fios desanima e a vontade é de passar longe do espelho. A calvície é fruto do afinamento dos fios, que vão se tornando mais curtos e reduzidos em diâmetro até que desaparecem. O processo pode começar a partir dos 18 anos de forma contínua, mas períodos de perdas mais acentuadas intercaladas com outros de estabilização. Após os 50 anos, o processo da perda se torna mais lento e homogêneo.

Estima-se que mais de 25 milhões de brasileiros do sexo masculino sofram de algum grau de calvície. A mais comum delas é a calvície de padrão masculino ou alopecia androgênica: a perda de cabelo pode começar a qualquer momento após a puberdade, quando os níveis sanguíneos de androgênios sobem.

Mas essa complicação não afeta somente os homens; a calvície feminina também é causada por predisposição genética e pela presença do hormônio diidrotestosterona (DHT), e manifesta-se de forma diferente da masculina. O processo de miniaturização é mais difuso, tornando o cabelo mais ralo em uma área vasta da cabeça, sem criar áreas totalmente calvas e sem regressão na linha do cabelo. Normalmente, a área mais afetada é o topo da cabeça.

Tanto para homem, quanto para mulher, a calvície possui relação direta com a autoestima e o bem-estar do indivíduo. Há situações em que o paciente sai de um estado depressivo após a realização do transplante capilar. Contudo, o que era sonho pode virar pesadelo, caso o profissional não seja qualificado. É preciso tomar cuidado com propagandas feitas por pessoas despreparadas e não habilitadas.

Para o tratamento capilar, o profissional deve dominar não apenas o transplante em si, mas também as opções de tratamento clínico, compreender a evolução da calvície e seu impacto em longo prazo. No topo da página do site da ABCRC, é possível encontrar profissionais devidamente capacitados em todo o Brasil.