Integrante de uma equipe de pesquisa do FUE, que busca o desenvolvimento de novas ferramentas para a prática, Dr. Roberto Trivellini, profissional do Paraguai, também cuida da gestão de sua clínica, onde se dedica quatro dias por semana ao transplante de cabelo e um dia à cirurgia plástica em geral.

Um dos fundadores da jovem Sociedade Paraguaia de Cirurgia e Restauração Capilar, ele estará em São Paulo para conduzir aulas no Workshop ABCRC – Refinamentos em Restauração Capilar, e concedeu uma entrevista ao nosso site.

Qual sua expectativa com o Workshop?

Espero que o evento permita o intercâmbio de ideias e informações entre os médicos e que estes debates sejam utilizados pela plateia de modo que possam levar o aprendizado para seu dia a dia.

Em sua opinião, qual a importância de envolver os jovens profissionais em eventos como este?

Certamente, estas reuniões devem incluir profissionais mais jovens, envolvê-los e atraí-los para as nossas sociedades. Como cirurgiões mais experientes, temos a obrigação de passar o nosso conhecimento de forma clara, precisa e este é um grande desafio para nós.

E sobre os procedimentos ao vivo – quais seus diferenciais e como contribuem para o aprendizado profissional?

A cirurgia ao vivo é a maneira mais didática e realista em que um profissional pode mostrar o trabalho que faz em seu dia a dia. Embora o cirurgião que faz o procedimento não esteja em seu ambiente original, o que torna a tarefa mais difícil e longa, o espectador pode assimilar o que ele tenta transmitir.

O que pode o sr. pode falar sobre as realizações e objetivos da Sociedade Paraguaia de Cirurgia e Restauração Capilar?

Sou um de seus fundadores e ex-presidente, cargo hoje ocupado pela Dra. Fatima Agüero. Nossa sociedade é muito nova, formada há dois anos e tem vinte e cinco membros. Os membros plenos são dermatologistas e cirurgiões plásticos. Realizamos reuniões científicas periódicas a cada três meses, onde um ou dois membros expõem trabalhos com os quais tentamos dar informação e atualização contínuas sobre restauração do cabelo e tratamentos não cirúrgicos. Assim, procuramos alcançar a excelência em resultados clínicos e cirúrgicos, promovendo a formação de nossos membros.

O sr. atuou no Brasil em parte da década de 1980. De que forma esse período contribuiu para o desenvolvimento de sua carreira?

Eu fiz a minha residência em cirurgia plástica no serviço do Dr. Ewaldo B. Souza Pinto, em Santos, e depois trabalhei quase três anos como seu assistente. Além da aprendizagem sobre a especialidade, o que me permitiu me desenvolver como cirurgião plástico com segurança, poderia reforçar algo que Ewaldo nos ensinou desde o início: compartilhar com colegas o pouco ou muito que sabemos, sem esconder nada, pois, com isso, estamos contribuindo para o crescimento da especialidade.

Fazendo um paralelo entre os procedimentos realizados hoje no Paraguai e no Brasil, o que pode ser dito?

Acho difícil fazer comparações. O Brasil tem grandes especialistas em restauração capilar, mas, se dividirmos as cirurgias em etapas, nós temos uma vantagem na fase de extração devido à tecnologia que usamos.