O penúltimo dia de evento começou com a apresentação de três minicursos simultâneos: FUE – Controle de Qualidade e Como Diminuir a Taxa de Transecção; FUE – Técnicas de Colocação; e Linha Anterior e Picos Temporais.

 

 

Conduzindo as aulas, além dos profissionais brasileiros já líderes na área – Drs. Antônio Ruston, Mauro Speranzini, Ricardo Lemos e Fernando Basto Jr. – a pequena plateia de cada sala contou ainda com aulas de nomes internacionais – Drs. Emorane Lupanzula (Bélgica), Luis Roberto Trivellini (Paraguai), Alejandro Chueco (Argentina), Jae Park (Coreia do Sul), Ronald Shapiro (EUA) e Russell Knudsen (Austrália). As salas menores permitiram mais proximidade e interação com os participantes, contribuindo de forma efetiva para a atualização dos congressistas.

O dia também contou com mais uma conferência, desta vez apresentada pelo Dr. Trivellini, sobre Update em Fio Longo.

As aulas foram agrupadas em cinco painéis: Fio Longo, encerrado com a conferência do Dr. Trivellini; Cirurgia Reparadora e Corretiva; FUE – Técnicas de Extração; Cirurgia Combinada e Megassessão; e FUE – Técnicas de Colocação.

No fim do dia, os sócios da ABCRC foram convidados a participar da Assembleia Geral da entidade, com o objetivo de alinhar e atualizar as normas internas.

 

A opinião dos professores estrangeiros

 

O Congresso está ótimo, a equipe é incrível, está tudo muito bem conduzido e profissional – e estamos em um dos lugares mais lindos do mundo, o lugar foi muito bem selecionado!

Esta reunião é maravilhosa, tem sua paixão própria e, ao mesmo tempo, é um dos congressos mais descontraídos de que participo – já é minha quarta vez nele. Conheço diversos cirurgiões brasileiros, e posso dizer que o que é praticado aqui é de alto nível.

Sobre FUT e FUE, bem, são duas técnicas. Se eu só sei uma, eu não sei o suficiente, não consigo fazer muito mais. Em toda a minha carreira, fiz FUT. Quando a FUE chegou, eu a adotei na mesma hora, e isso me ajudou a me tornar um cirurgião melhor.

Elas não podem concorrer entre si, pois há coisas que uma faz muito bem, e a outra não. A combinação das duas é mágica. Não há necessidade de fazer uma “ganhar”; é só ir a favor da correnteza.

Fazer FUT bem não é fácil, pois você tem que ter uma equipe – a minha conta com 11 técnicos. Fiquei feliz em ter começado pela FUT pois, se fosse o contrário e tivesse começado pela FUE, eu nunca buscaria a FUT, simplesmente porque a organização, o treinamento, o aprendizado, o equipamento são esmagadores.

Dr. Jerry Wong, do Canadá

 

Temos aqui uma qualidade extraordinária; o Brasil tem sido um dos grandes centros em estética reconstrutiva, mundialmente conhecido. O transplante de cabelo feito aqui é extraordinário, por isso vimos de todas as partes do mundo para aprender mais.

FUE e FUT são técnicas irmãs. A técnica deve se adaptar ao paciente, e não o contrário. Um cirurgião capilar deve fazer as duas técnicas porque, se chega um paciente que não tem elasticidade, vai fazer um FUE, mas se há um que tem elasticidade, mas usa cabelo comprido, e ele não vai ser cortado, então se fará um strip. As duas técnicas têm características, indicações e contraindicações precisas.

Dra. Sara Salas, que atua no México e nos Estados Unidos

 

Dr. Ronald Shapiro, dos Estados Unidos